domingo, setembro 16, 2007

sábado, setembro 15, 2007

Balanço das Festas

A Festa ainda não acabou.
Apesar de a tarde do fogareiro atrair cada vez mais moitenses (habitantes do concelho, claro), a Festa este ano...
Bom. Prometo para breve o balanço detalhado.

T'shirts










sexta-feira, setembro 14, 2007

Tarde do Fogareiro







Largadas












quarta-feira, setembro 12, 2007

Manifesto dos Amigos do Cais

Decorreu na tarde de 3ª feira, a apresentação pública do Manifesto dos Amigos do Cais.
Importante a chamada de atenção para a situação da caldeira da Moita.
É urgente tomarem-se medidas para a resolução do problema.
Subscrevi o manifesto.

Caldeira da Moita

Em hora de maré cheia, na Caldeira da Moita

Luis Chula escreveu no Blog amigos do cais
Caros conterrâneos Amigos do Cais:
Enquanto moitense quero felicitar-vos pela vossa iniciativa e solidarizar-me com a vossa luta, a qual corporiza o sentir e o pesar da esmagadora maioriados moitenses, mesmo dos muitos, que por medo e solidariedades forçadas, se remetem ao silêncio.
Como membro da Assembleia de Freguesia da Moita, também tenho, em sede própria e enquanto cidadão na imprensa local, tomado posições coincidentes com as vossas, pois é inaceitável a situação em que se encontra a Caldeira, o Cais e a ponta final do esteiro da Moita, em pleno coração da vila, atulhada de lamas putrefactas em consequência de erros de planeamento e de execução do Dique parte do qual o tempo acabou por derrubar.
A situação que há vários anos se arrasta, para além de constituir um atentado à saúde pública e transformar uma zona que se pretendia de lazer num lugar triste e desolador, prejudica, igualmente, a navegação em segurança de tantos, que a expensas próprias, investiram na recuperação de um património cultural colectivo e que hoje faz chegar o nome da Moita a todo o país.
A teimosia da Câmara Municipal da Moita em não assumir os erros cometidos e não tomar medidas correctivas, manifesta uma atitude de profundo desprezo pelos moitenses e respectiva qualidade de vida, confirmando a negação do slogan promocional “Bem estar à beira Tejo” que tanto gostam de usar. Na Moita, não se está bem à beira Tejo. Os moitenses merecem melhor e sobretudo mais respeito.
Saúdo a vossa luta, coragem e o movimento de cidadãos livres que empreenderam na defesa dos interesses de todos os moitenses.
Ao dispor
Luis Chula

Sessão solene







Algumas imagens da manhã nos Paços do Concelho.
Momento solene e momento de convívio, com alguns dos homenageados.

terça-feira, setembro 11, 2007

Ao Beja

A Câmara Municipal da Moita editou em 1997 um livro: Moita do Ribatejo... um olhar sobre o tempo, da autoria de Manuel Luis de Jesus Beja.
No prefácio lê-se que esse livro “ ...é uma autêntica carta de amor à sua terra. Carta ingénua e apaixonada como são todas as cartas de amor: não lhe encontra defeitos, nem lhe faz reparos, apenas enaltece as suas virtudes e contempla-a demoradamente quando se veste e se pinta para a FESTA”.

Manuel Luis Beja foi também apaixonado pela Rádio.
Pelo Rádio Clube da Moita.
Temos na memória alguns dos seus programas, da sua voz.

Ouvindo esses programas, outro homenageado de hoje, José Casimiro Tavares escreve-lhe estes versos:

Meu caro Manuel, no outro dia
A tua voz surgiu lá no meu lar,
Na Rádio, e foi-me assim dado escutar
Um bonito poema, uma poesia!
E, como o escrever dá-me alegria,
Logo senti desejos de versar.

Louvar esse teu “Sonho” singular”,
Um hino d’amor, paz e harmonia!
Importa que te dia abertamente,
Sem sombra de nenhuma falsidade:

Bem mereces, amigo, estar contente!
E mais te vou dizer com amizade:
Já que tens de escrever, escreve sempre
Algo que traga luz à Humanidade.

Comovido, Manuel Luis dirige-se ao seu “MALOGRADO AMIGO”

Eu queria dirigir-lhe uma palavra...
Uma palavra de apreço e gratidão.
Que melhor, transcrever, da sua lavra,
Os versos que me fez? Oh, que lição!

Lição de indescritível humildade,
Que recebi honrado e enternecido;
Nem um laivo de inveja ou de vaidade!...
Meu caro, como estou agradecido!

O “Sonho” inspirador está bem presente
(Talvez por sua causa, tanto o admiro!)
E guardo-o com ternura em minha mente,
Bem junto ao seu poema, Casimiro!


Neste livro autêntico guião da MOITA RECONHECIDA, fala-se das suas gentes, e de quem, passando por aqui, deixou saudade.
Um exemplo, dedicou este soneto ao amigo que compreendia a Festa e o que ela representa para a Moita,

Pe. Fernando Belo - GRATIDÃO

A minha terra está agradecida
Ao Pastor generoso e indulgente.
Por isso e porque o quer eternamente,
Nem pode ouvir falar em despedida!

E se puder contar com a mão amiga
De quem a abençoa, ama e sente,
A Moita viverá bem mais contente,
Em harmonia, em paz e enriquecida.

Aceite, padre, a nossa gratidão
Pelas sementes de amor que aqui espalhou,
Com a nobreza dos homens de eleição.

Será que o Deus Senhor o enviou
P’ra iluminar a nossa escuridão?!
Se assim foi, creia padre, resultou!

A uma grande amiga, e também homenageada de hoje
– A Georgete Duarte A RECORDISTA

Mente sã, confiante na vitória,
Firme e atenta ao tiro de partida.
Descolava dos tacos decidida,
Em busca das medalhas e da glória!

Pulando uma barreira e outra barreira,
Gazela à solta a devorar o espaço,
Voava para a meta, em veloz passo,
Onde, orgulhosamente, era a primeira!

De graciosa e felina agilidade,
Desafiava a altura e o comprimento.
E com o peso, em infindável lançamento,
Rasgava os ares com rara velocidade.

Era assim, esta atleta de eleição!
De azul, a cor do céu, sempre vestida,
E a cruz de Cristo ao peito, bem cingida
Por sobre o triunfante coração!


Mas era na “FESTA” que ele mais se revia. Ouçam estes versos simples e comoventes:

A PROCISSÃO

Colchas nas varandas!
De tão lindas cores
Que fazem inveja!...
Despontam as bandas,
Rufando os tambores
De rumo à igreja!

Sai a procissão!...
Fiéis aos milhares
Aguardam de pé.
E há tanta emoção
Naqueles olhares
Repletos de fé!...

Bonitos andores,
Aos ombros, sem dor,
De humildes cristãos.
Arranjos de flores
Feitos com amor
Por fadadas mãos.

Pequenos anjinhos,
Hinos de candura,
Doces, inocentes...
Parecem pombinhos,
Espalhando ternura
Na alma dos crentes.

Depois, num repente,
A terra estremece!...
O fogo é sem conta!...
Há um mar de gente
Que quase ensurdece
Mas não e amedronta.

É Nossa Senhora
Ao cais a chegar,
Bela no seu manto!
Há gente que chora
Ao vê-la passar...
Mas é meigo o pranto.

Os barcos, vistosos,
Muito engalanados
Só p'rá'quela hora,
Com os arrais garbosos,
São abençoados
Pela Nossa Senhora.

Prossegue o cortejo.
Devagar...Sem pressas...
Aos poucos avança.
Sonha-se um desejo,
Pagam-se promessas,
Renova-se a esperança.

Já com o sol no adeus,
Se acendem as cores,
Luzes de esplendor!
Ao templo de Deus
Regressam os andores
Na paz do Senhor!


Obrigado Manuel Luis Beja

domingo, setembro 09, 2007

Domingo da Festa


A exemplo de muitos anos, a decoração de 18 dos 20 andores foi da minha responsabilidade.

Tal como no ano passado, participei na Procissão, ajudando a levar o pálio.

Depois dos desvarios ocorridos no Cais, no ano passado, a Procissão decorreu normalmente, cada um cumprindo o seu papel. Uns por fé, outros por tradição, outros ainda por obrigação.

Que haja respeito mútuo.

As novidades deste ano: Coube ao Grupo de Forcados do Aposento da Moita levar o andor da Santa e a participação institucional do Executivo da Junta de Freguesia, na Missa Solene da manhã. O Executivo da Câmara, este ano, estava em peso a ver passar a procissão na escadaria dos Paços do concelho.

sexta-feira, setembro 07, 2007

É tempo de Festa da Moita


A avaliar pelo cartaz , as Festas deste ano anunciam-se. .. franzidas.

Perante a espectativa do Programa. muitos franzem já o nariz.

Esperemos que o tempo não esteja também ... franzido e que os Moitenses ultrapassem estes ...constrangimentos e vivam as Festas com muita animação.

Boa Festa.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Pavilhão PS

No decorrer das Festas em honra de Nossa Sra. da Boa Viagem de 7 a 16 do corrente mês,
o PS irá ter o seu habitual pavilhão no recinto das exposições.

Local de passagem de muitos militantes e amigos socialistas, teremos a oportunidade de confraternizar e conversar sobre a actualidade politica do país e do concelho.

terça-feira, setembro 04, 2007

Homenagem da Câmara Municipal da Moita

A Câmara Municipal da Moita vai homenagear o nosso camarada Manuel Luís de Jesus Beja, com a atribuição, a titulo póstumo, da medalha de Honra do Município. A cerimónia, aberta a toda a população, irá decorrer nos Paços do Concelho no próximo dia 11 ( Feriado Municipal ) pelas 10 horas e 30 minutos.

A Câmara homenageará também o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, a veterana atleta Georgete Duarte e o médico Dr. Luis Sampaio.

Serão ainda homenageados os srs. António Barão, José Casimiro e Adriano Encarnação.

Desejo uma forte presença dos militantes socialistas nesta cerimónia de forma a honrar e dignificar a memória do nosso querido camarada Manuel Luís Beja e a reconhecer o mérito de todos os homenageados.

sábado, setembro 01, 2007

Animais abandonados / animais vadios

Nesta altura do ano é politicamente correcto falar de animais abandonados e criticar que pratica o seu abanfono, contudo...

Li um post colocado noutro blog que retrata com muito realismo a situação de muitas das nossas ruas do concelho: o deambular de cães e gatos abandonados, ou que vivem mesmo em estado selvagem.

Além da porcaria que deixam por todo o lado, devastam quintais, passeiam por cima dos carros estacionados, vivem nas nossas ruas como na selva.

Em frente à minha casa existe um terreno. Mudou de proprietário. A casa velha que lá existia foi derrubada e os escombros todos removidos. O terreno foi limpo e rodeado com rede de malha sol. Autêntico viveiro de gatos. Incentivado, claro pelos vizinhos que "amorosamente" lá vão colocar os restos da comida.

Esta atitude até é compreensivel: temos à nossa porta animais abandonados, damos comer para não morrerem de fome.

Agora há quem o faça organizadamente, e falo de um casal que deslocando-se numa carrinha, lá deixa diariamente ração para a bicharada. Por mais de uma vez já estive para lhes perguntar porque não recolhem os gatos e os levam para casa. Só que, como só se devem relacionar com animais irracionais, ostensivamente ignoram-nos completamente.

Deve ser o local do concelho da Moita com mais gatos por metro quadrado. Gatos e outra bicharada.

Em casa gostamos de animais. Temos espaço para eles. A última cadela que tivemos, viveu connosco vários anos depois de ter sido recolhida em plena rua, abandonada. Actualmente temos diversos pássaros, um gato adultuo e uma gata com a respectiva ninhada que foram recolhidos na rua.

Um destes dias, ao deslocar-me para o trabalho, ouvi um insistente miar que se sobrepunha ao ruído do motor do carro. Parei, abro o capot. Lá estava um gato, que por sorte, ainda não cheirava a esturriscado.

Todos os dias de manhã, ao abrir a porta de casa aguardo ansiosamente pelo aparecimento de máquinas que iniciem a construção do prédio que está em licenciamento.

Venha o pó do cimento e o barulho.

terça-feira, julho 31, 2007

Em memória de João Correia da Cruz

Faleceu no passado domingo, dia 22 de Julho, com a idade de 76 anos, o alhosvedrense, JOÃO CORREIA DA CRUZ.

Natural de Boliqueime, Loulé, fixou-se em Alhos Vedros em 1943. Aos 12 anos já era sócio da VELHINHA. Em 1950, como secretário da Direcção, inicia uma longa carreira ao serviço do Associativismo, da Cultura, do Desporto e da sua grande paixão, Alhos Vedros.

Durante largos anos, pertenceu também à Comissão de Festas de Alhos Vedros (de 1958 a 1969), aoo CRI, ao conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal e à Associação de Ginástica de Setúbal.

Mas foi ao serviço da SFRUA “A VELHINHA” que mais tempo dedicou a esta terra. Aqui exerceu diversos cargos. Ao longo de mais de 60 anos, foi secretário, tesoureiro, presidente do conselho fiscal, e presidente da Direcção.
- Pertenceu à comissão de obras do Pavilhão gimnodesportivo de 1969 a 1973, tendo inclusivé sido chamado em 1980 a dirigir a comissão de fundos destinada a saldar a dívida contraída para pagamento das respectivas obras;
- É inaugurado o Pavilhão Gimnodesportivo num dos seus mandatos como Presidente da Direcção;
- Em 1974, num dos seus mandatos é iniciada a secção de Ginástica;
- Foi num dos seus mandatos como Presidente da Direcção, que se iniciou o Carnaval de Alhos Vedros;
- Foi também um dos fundadores de um rancho folclórico e de um grupo de teatro, ambos sob a orientação de Joaquim Afonso Madeira.

Contudo, a tarefa que mais o orgulhou foi a conclusão das obras da ampliação da sede social, onde, em 1993 recebeu as visitas do Primeiro Ministro Dr. Aníbal Cavaco Silva e do Presidente da República, Dr. Mário Soares, que condecorou a “VELHINHA” com a Ordem de Mérito. Pena que a placa de mármore que lembrava o acontecimento solene, tenha sido retirada das paredes da Sede.

Ao longo de muitos anos, tive o privilégio de com ele trabalhar na SFRUA.
Exercia uma autoridade moral, dando a todos uma grande margem de liberdade e iniciativa individual. Bom mestre. Inclusivé sucedi-lhe no cargo de Presidente da Direcção.

Em Julho de 2003 a Assembleia Geral da SFRUA dedicou-lhe a sua sessão solene de aniversário.
Desde esta data, perante as minhas insistências em sessões de Câmara, de que o Município deve promover o seu reconhecimento público, obtive sempre a resposta de “não ser oportuno”. Ainda este ano, em 11 de Julho, tal aconteceu. Que pena.

Homenagear e reconhecer o mérito daqueles que durante anos e anos, voluntariamente, ofereceram o seu trabalho em favor dos outros é e será sempre oportuno. É da mais elementar justiça.

Os meus sentidos pesâmes à esposa, filha, genro e neto.

O meu agradecimento e o meu reconhecimento a João Correia da Cruz.

Vitor Cabral
Vereador do Partido Socialista

segunda-feira, julho 09, 2007

Declaração de voto

Passaram 2 anos sobre o início da discussão pública da revisão do Plano Director Municipal da Moita e em que o Executivo do PCP, pretendeu fazer passar a todo o custo o seu projecto de PDM, de uma forma rápida, à margem de qualquer discussão séria e esclarecedora da população.
À data, o PS concelhio produziu diversos textos onde chamava a atenção para diversas situações, e para uma proposta que considerava errada de desenvolvimento territorial.

Terminado o prazo mínimo de discussão, vieram as centenas de reclamações, sobre a proposta em si, e também sobre o modo como foi apresentado o Projecto de Revisão.

Os partidos da Oposição e grupos de moradores clamaram contra o modelo onde se beneficiam os interesses de alguns projectos urbanísticos, em detrimento da maioria da população.

Inclusivé, o Movimento de Cidadãos Varzea da Moita, não mais parou, tendo levado a questão a diversos órgãos institucionais, partidos políticos, passando pela Assembleia da República, indo até à Presidência da República.

Já este ano, através da imprensa nacional, foram sendo denunciadas diversas situações consideradas irregulares, sobre os Protocolos negociados e sobre as mais valias geradas com a altração da classificação do uso dos solos.

O Presidente da Câmara fazendo orelhas moucas, sobre todas as vozes discordantes, levou à aprovação uma “versão final”, em 25 de Outubro de 2006, que obteve os votos favoráveis dos Vereadores da CDU e os votos contra dos Vereadores da Oposição (PS, PSD e BE).

Nesse acto o Partido Socialista, votou claramente que sempre foi crítico face à forma como tem sido conduzido todo o processo. Votou contra esta proposta de revisão do PDM, tendo sido feita longa declaração de voto, onde se chamava a atenção para as opções erradas que tinham sido tomadas, e se posicionava contra este modelo de desenvolvmento preconizado.

Hoje, continuamos a ver com muita apreensão todo este processo que ao longo de anos foi sendo cozinhado entre alguns representantes de grandes interesses imobiliários, o Presidente João Lobo e também alguns dos seus amigos.

E tudo isto com apadrinhado por pareceres favoráveis de Comissões de Acompanhamento, de comissões de REN e comissões de RAN que, levianamente deram o aval a todos estes arranjinhos.

Enquanto os loteadores e as imobiliárias, vão ocupando os nossos melhores solos e acumulando as grandes fortunas, há núcleos urbanos envelhecidos, sem infraestruturas, sem espaços verdes e de lazer, de forma a contribuir para uma melhor qualidade de vida da população.

Este PCP, que renegando as suas bandeiras, alia-se e defende claramente o poder do dinheiro em troca de contrapartidas. Algumas visíveis: rotunda aqui, estrada ali, estátua acolá.

Este PCP, comandado por João Lobo, que tem pressa em cobrar as contrapartidas deste PDM. Na lógica da manutenção do poder, e a 2 anos de novas eleições autárquicas, tem pressa em apresentar resultados.

Este PCP e este Presidente de Câmara, João Lobo que, a 2 anos do fim do mandato tem pressa em fazer avançar os protocolos assinados para satisfazer os interesses privados que apoiaram a sua reeleição, sentindo-se em segurança, impune, e acreditando que nada de mal lhe possa cair em cima.

Neste PDM há claramente vencedores e vencidos:

Os vencedores:

- Os interesses imobiliários que ao longo de anos foram negociando com o PCP.

- Os amigos do Sr. Presidente da Câmara que, de protocolo em protocolo foram vendo a materialização dos seus interesses nas diversass propostas que íam sendo feitas à Tutela.

- O PCP que, desta forma, quer manter o poder a todo o custo, de modo a satisfazer os seus interesses e a sua clientela.

Os vencidos:

- Alhos Vedros que de sede matriz do concelho, ao longo de séculos tem sido espoliada das terras e secundarizada da sua importância, com o evoluir deste PDM é claramente espartilhada entre 2 pólos a Baixa da Banheira e a Moita. É a freguesia que paga claramente os compromissos do PCP.

- Os pequenos proprietários que continuam sem resposta para os seus anseios e preocupações, que sempre defenderam a terra e que, como prémio ainda são agraciados com a classificação de REN nas suas terras de cultivo.

- Todo o concelho da Moita, que é transformado em “centro” mais do que secundário num contexto de aceleração da suburbanização da Margem Sul, sem especiais vantagens competitivas que não sejam o preço baixa das habitações, estratégia essa que não favorece nrnhum especial desenvolvimento que não seja o acréscimo demográfico e a manutençõ de uma população socio-economicamente desfavorecida e repele mesmo o investimentoprodutivo. Simples pólo de serviços de nivel local. Óptimo local para supermercados. Nada mais.

Assim, reiteramos o sentodo de voto expresso em 25 de Outubro de 2006:

Esta proposta de PDM tem um “pai”, uma face, um nome: João Lobo, autarca ligado à gestão urbanística da Câmara durante mais de 12 anos.E quem tem o poder para escolher, fazer opções, intervir deliberadamente na alteração ou não da classificação do património de munícipes, também tem a obrigação moral de explicar as opções tomadas, favorecendo uns, desfavorecendo outros. Perante a lei todos nascemos com igualdade de direitos, agora não podemos é aceitar que no concelho da Moita uns sejam mais iguais que outros.

Os vereadores do Partido Socialista não podem dar cobertura a este PDM que evoluíu, sempre sujeito ao livre arbítrio do que ia chegando, bem como à postura de costas voltadas que a Câmara assumiu perante parte da população.

Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Moita continuam a recusar e a aceitar o Relatório da Discussão Pública e as respostas às reclamações e exposições, bem como às propostas do plano com as alterações introduzidas.

Por tudo isto, o nosso voto é CONTRA.

Moita, 09 de Julho de 2007

Os Vereadores;
Vitor Cabral
José Guerra

sexta-feira, julho 06, 2007

Nova escola Secundária da Moita

http://www.orio.pt/modules/news/article.php?storyid=933 (notícia completa)

A Escola Secundária da Moita, provisória há mais de 30 anos, vai ser finalmente substituída por novos equipamentos escolares. A boa nova foi anunciada no dia 5 de Julho, no auditório da escola, em que foi apresentado o projecto das novas instalações, incluindo a verificação da planta da escola. Há mais de 30 anos que alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, se manifestavam pela necessidade de terem uma nova escola, com todas as condições que têm direito. Pois esse dia chegou. E a construção da nova Escola Secundária da Moita, já começou, a partir do dia em que foi anunciada a sua construção.

A directora do Concelho Executivo da escola, Isabel Roma, mostrou-se muito emocionada pela notícia que partilhara com todos. “É difícil dizer uma coisa que tem sido tão puxada, mas finalmente estamos perante uma realidade que nos deixa a todos muito emocionados”, disse a directora acerca da construção da nova escola. A Escola Secundária da Moita foi construída já como provisória, “e ao longos desses anos estávamos numa situação que já não podia continuar”, afirmou Isabel Roma. “Sempre confiei e tenho acreditado desde o princípio que esta escola seria construída”, disse a directora do concelho executivo.

Joaquim Leitão, Director Regional da Educação de Lisboa e Vale do Tejo, lembrou que “as questões da educação são partilhadas muito intensamente entre o poder central e o poder local”. “Esta é a 6ª escola em obra na Península de Setúbal”, disse Joaquim Leitão, afirmando que “é um esforço enorme que a Administração Central está a fazer neste Distrito”, resultando num investimento de mais de 20 milhões de euros, no total de todas as obras.

A construção da nova escola será feita em três fases, sendo que as duas primeiras demorarão oito meses e a última será de dois, o que dá um total de 18 meses. Segundo o arquitecto João Pancada Correia, a escola “será pouco sinuosa, de percurso fácil, pensando nas pessoas com deficiências motoras”.

quinta-feira, julho 05, 2007

Na hora certa!

http://www.setubal.ps.pt/noticia.php?cod=468AB5F5057EE

Os Departamentos das Autarquias Locais e de Ordenamento do Território e Ambiente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista promovem uma sessão de esclarecimento sobre AS NOVAS POLÍTICAS PARA O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO, a realizar na sede da Federação, em Setúbal, no dia 7 de Julho de 2007, Sábado, das 10h00 às 13h00.

Oradores:
• João Ferrão (Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades)
• Fernanda do Carmo (Vice-Presidente da CCDRT-LVT)

Esta sessão destina-se aos autarcas e militantes Socialistas.

Local certo para chamar a atenção e inquirir sobre o "caso" da Moita.

segunda-feira, julho 02, 2007

As tendências e as politicas culturais

Sob o tema em referência, decorreu no passado dia 21 de Junho, encontro na biblioteca da Moita, organizado pela Federação Distrital do PS.

Sob o mesmo, transcrevo excelente notícia de "O RIO"


A Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista realizou um Encontro subordinado ao tema “As Tendências e as Políticas Culturais”, no dia 21 de Junho de 2007, no Auditório da Biblioteca Bento de Jesus Caraça, na Moita.Neste Encontro de carácter cultural participaram a escritora Lídia Jorge e Luís Fagundes Duarte, docente universitário e deputado do PS. O presidente da Federação Distrital de Setúbal do PS, Vítor Ramalho, apresentou os oradores convidados e moderou o debate.

Luís Fagundes Duarte começou por afirmar que, no âmbito da política portuguesa a cultura foi sempre o parente pobre, na estrutura do próprio Governo nunca tem o lugar que devia, numa relação que sempre se tem baseado no princípio do subsídio.

Em relação ao mercado literário, o deputado do PS constatou que, de um modo geral, este não dá para os criadores se profissionalizarem na escrita, dada a baixíssima taxa de leitores de livros. “O problema é que falhámos sempre na educação”, justificou. No entanto, salientou que “o sector da cultura é o terceiro contribuinte para o PIB, a seguir aos produtos alimentares, com 1,4 % do PIB, e emprega 116 mil trabalhadores, o que lhe dá uma certa importância”.

A intervenção mais esperada foi a da escritora Lídia Jorge que, de forma brilhante, começou por contar que numa série de depoimentos, publicados num suplemento do Libération, de artistas, ensaístas, cientistas e escritores de todo o mundo, acerca de como viam o futuro na passagem do novo milénio, o que ressaltava era a ideia de que o futuro se instala, depois de ser previsto, mas que não podemos modificar coisa nenhuma. “As respostas saídas dessa solicitação pontual começam agora a ganhar pertinência, à medida que cada vez mais nos afastamos daquele momento e o futuro passa a ser o nosso próprio presente. Todavia, uma das ideias salvadoras é a de que a cada tendência previa-se sempre a contra tendência”, esclarece a escritora.

Há uns anos a trás, – prosseguia Lídia Jorge – quando ainda não se falava ou se começava a falar em políticas para o audio-visual, era o futuro de então e é agora o nosso presente. O empobrecimento dos discursos publicados aconteceu em grande escala, os modelos narrativos alinharam em torno da história própria do jornalismo e da reportagem simplificando-os, impactando-os. Esta tendência instalou-se em larga escala. Mas não há dúvida que a contra tendência também fez o seu finca-pé. O cinema, o teatro, a literatura guardaram o seu papel. Com mais vicissitudes, é verdade, mas sem menos determinação. E de caminho surgiram no mundo do ciberespaço as experiências das novas formas de comunicação, diálogo e pensamento, narrativas que ao contrário do que parecia constituem formas novas de resistência à simplificação, ao mutismo e à evidência do silêncio.

Outro exemplo, adiantado pela oradora, este a nível da língua portuguesa, é dado pelo Acordo Ortográfico em que o interessante era a preocupação de estancar os anglicanismos e os castelhanismos de toda a ordem que invadiam a paisagem escrita e falada. No entanto, a ‘inglezação’ da comunicação tornou-se ponto assente, ninguém a pode contrariar. “Contudo, agora, torna-se claro que a língua portuguesa não se degradou nem se degrada por isso, o português é um idioma que se mantém com fulgor no mundo inteiro. A tendência para a invasão linguística acentuou-se mas a contra tendência para o florescimento da língua não se acentua mais porque a nossa política de escassos recursos e administrações sincopadas não o permitem, reconhece.

As novas tendências à escala global e à nossa escala portuguesa deriva da inelutável tendência para a globalização do formato áudio-visual, extensível a todos os outros campos culturais em confronto com o último reduto das culturas locais, ancoradas nas questões da história própria, da língua própria e nas literaturas nacionais tendo o livro como símbolo desta espécie de resistência.

Todavia, os conceitos tradicionais, a que se associava o ensinamento, estão definitivamente abalados. Estamos a viver um momento de mudança em que cada dia se aprende que nada está consolidado. Mas diz-se que é assim um pouco por toda a parte, no entanto, há países e culturas que, pela sua fragilidade e situação periférica, com menos riqueza de meios, menos formação, menos leitura, menos livros, ficam mais vulneráveis às oscilações. “O nosso país é um desses casos”, acentua a escritora.

Lídia Jorge conta outro caso significativo, dado pelo desiquilíbrio no campo da exportação literária. Por exemplo, a cultura anglo-saxónica exporta 80 % da sua produção e só importa 4 % das outras culturas. Isto dizem as estatísticas e é comprovado pelas feiras internacionais dos livros, mostrando que há muitas culturas que compram e uma só que vende.

Não obstante, a oradora reconhece que a nossa literatura, a pintura e as artes plásticas em todos os campos têm sido reconhecidas com sucesso lá fora. “A questão principal é outra, é a formação dos nossos leitores, espectadores, ouvintes. O que está em causa é sermos cidadãos pouco cultos, fracos consumidores de bens culturais”, faz notar.

Por outro lado, afirma que a cultura, nas suas várias formas, é um lugar de chegada, o lugar de partida encontra-se na educação, e é neste local de formação decisiva que Estado pode intervir. Senão, essa formação resulta, em grande parte, da qualidade dessa outra educação que a televisão proporciona. A este respeito, um ensaísta francês, que nomeou, é realista ao afirmar que “se o Estado pretende democratizar a cultura, nada fará sem controlar a televisão, porque é ela que informa as pessoas”. “Na verdade, quanto mais iletrada é uma sociedade mais decisiva é essa outra educação que a televisão oferece”, observa.

Perante esta situação, a escritora interroga-se: “Por que razão, salvo as excepções que confirmam a regra, não há textos nem referências dos livros nos espaços importantes da televisão?

”Mesmo assim, a oradora mostrou-se convicta de que alguma coisa, por pequena que seja, há-de mudar seja o que for. E indicou que já há coisas que falam ao contrário: as Feiras do Livro; o Plano Nacional de Leitura que se anuncia; a notícia de que á professores que acham que não podem entregar o Memorial do Convento a alunos sem primeiro os fazerem ler o delfim ou a Aparição; as Bibliotecas Municipais que estão a multiplicar-se; as Livrarias que fecham e as que abrem; e as FNACs são exemplo que não vendem só electrodomésticos. “Tenho esperança sobretudo na força dos criadores em guerra com o seu país, como deve ser”, concluiu Lídia Jorge.


domingo, julho 01, 2007

PDM - último acto?

Por telefone, os vereadores da oposição foram informados que irá ser convocada reunião estraordinária de Câmara no dia 9 Julho, pelas 17hoo para aprovação do documento final do PDM da Moita.

Antes disso, a documentação será distribuída dia 2 à tarde (7 dias, mais minuto, menos minuto) e haverá uma reunião de trabalho da vereação, dia 3 Julho, pelas 17hoo.

Apesar de começar as férias, esta semana, vou estar presente nas 2 reuniões.

Também, a partir de amanhã e logo que os meios o permitam, vou divulgar nesta página, toda a documentação.