João Lobo fez sair 2 declarações sobre os comunicados que emitimos relativamente ao conhecimento atempado que tinha da demolição das estações e sobre as dificuldades dos Bombeiros em vender o antigo quartel.
Perante o seu palavreado, não nos resta outra alternativa senão responder-lhe.
Consulte a imprensa local nos próximos fins de semana.
PS:
Estranhamente, não comentou a nossa declaração de voto sobre o PDM. será que concordou?
terça-feira, junho 24, 2008
Universidade Verão
CONCLUSÕES DA UNIVERSIDADE DE VERÃO
A Federação do PS, o Departamento das Mulheres e a Federação da Juventude Socialista do Distrito de Setúbal levaram a efeito, pelo 2º ano consecutivo a Universidade de Verão, uma iniciativa destinada a todos os militantes e simpatizantes do PS, que se inscreveram voluntariamente mas que foi também aberta à sociedade, com convites endereçados a múltiplas personalidades representativas da sociedade civil.
O evento realizou-se no auditório do pólo da Universidade Moderna em Setúbal nos dias 20 e 21 de Junho de 2008.
Esta segunda iniciativa teve por objectivo principal proceder à análise e ao debate da crise existente à escala internacional, com repercussões nos países individualmente considerados nos domínios humanitários, económico e financeiro, articulando-se essa análise com situações concretas vividas nas empresas, incluindo as respeitantes às responsabilidades sociais. Houve a ideia de enquadrar esta visão com a audição das posições dos responsáveis da CGTP/IN e da UGT, convidados para o efeito, face à importância do sindicalismo nos dias de hoje, em função da crise existente e às respostas que se impõem serem dadas.
No quadro descrito, assumindo o emprego numa das primeiras prioridades, a Universidade de Verão analisou e debateu ainda as políticas de emprego, do trabalho a da mobilidade, neste último caso na vertente das acessibilidades em geral e do Distrito de Setúbal em particular.
Tendo em atenção que o futuro pertence aos jovens, foram convidados para o encerramento o presidente da Juventude Socialista do PS, Pedro Nuno Santos, ficando o encerramento a cargo de uma alta responsável do secretariado da direcção nacional do PS, Edite Estrela.
Da iniciativa foi possível concluir-se o seguinte:
1 – Os resultados da crise internacional permitem hoje percepcionar que a concepção liberal da economia faliu, com consequências visíveis nos planos humanitário, económico e financeiro, lançando múltiplas incertezas quanto ao futuro.
2 – A falência do liberalismo abre caminho à necessidade do aprofundamento dos princípios e valores do socialismo democrático e da social-democracia, nomeadamente quanto ao papel do Estado, à relação com a sociedade civil e com a cidadania.
3 - Face à desregulamentação global existente, o sindicalismo deve assumir crescente relevância como instrumento da dignificação do trabalho e dos trabalhadores saudando-se o reforço organizativo internacional dos sindicatos com a criação da Confederação Sindical Mundial (CSM) e o papel recente da organização Internacional do Trabalho no contributo para essa dignificação.
4 - Do exposto resulta a acrescida responsabilidade, na actual conjuntura, dos militantes e simpatizantes do PS em concentrarem esforços no debate das ideias, que tenha por base a actual realidade, contributo imprescindível para se superarem os graves constrangimentos existentes, actualmente, que resultam da crise internacional e para que se reforcem os valores e os princípios do socialismo democrático.
5 - Sem prejuízo do exposto a responsabilidade social das empresas, preocupação historicamente nova, deve ser encorajada e com ela o fomento de parcerias com o Estado, que devem e têm de correr paredes meias com uma atenção especial do Estado aos novos protagonistas e intervenientes na acção desenvolvida pela sociedade civil.
6 - As preocupações com o emprego, implicando politicas públicas activas, articuladas em rede, não excluindo a articulação com o poder autárquico devem também implicar respostas a mecanismos de empregabilidade, suportadas também numa nova perspectiva cultural de cidadania e de crescente auto-responsabilização dos cidadãos.
7 - Saúdam-se por fim os investimentos públicos que no domínio das acessibilidades, complementados com outros investimentos público-privados, têm como plataforma o distrito de Setúbal, reforçando a esperança numa melhor qualidade de vida dos cidadãos e colocando o distrito como motor do próprio desenvolvimento e já não como um distrito – problema.
Pelos Secretariados da Federação do P.S., do Departamento das Mulheres e da Juventude Socialista do Distrito de Setúbal
Vitor Ramalho
A Federação do PS, o Departamento das Mulheres e a Federação da Juventude Socialista do Distrito de Setúbal levaram a efeito, pelo 2º ano consecutivo a Universidade de Verão, uma iniciativa destinada a todos os militantes e simpatizantes do PS, que se inscreveram voluntariamente mas que foi também aberta à sociedade, com convites endereçados a múltiplas personalidades representativas da sociedade civil.
O evento realizou-se no auditório do pólo da Universidade Moderna em Setúbal nos dias 20 e 21 de Junho de 2008.
Esta segunda iniciativa teve por objectivo principal proceder à análise e ao debate da crise existente à escala internacional, com repercussões nos países individualmente considerados nos domínios humanitários, económico e financeiro, articulando-se essa análise com situações concretas vividas nas empresas, incluindo as respeitantes às responsabilidades sociais. Houve a ideia de enquadrar esta visão com a audição das posições dos responsáveis da CGTP/IN e da UGT, convidados para o efeito, face à importância do sindicalismo nos dias de hoje, em função da crise existente e às respostas que se impõem serem dadas.
No quadro descrito, assumindo o emprego numa das primeiras prioridades, a Universidade de Verão analisou e debateu ainda as políticas de emprego, do trabalho a da mobilidade, neste último caso na vertente das acessibilidades em geral e do Distrito de Setúbal em particular.
Tendo em atenção que o futuro pertence aos jovens, foram convidados para o encerramento o presidente da Juventude Socialista do PS, Pedro Nuno Santos, ficando o encerramento a cargo de uma alta responsável do secretariado da direcção nacional do PS, Edite Estrela.
Da iniciativa foi possível concluir-se o seguinte:
1 – Os resultados da crise internacional permitem hoje percepcionar que a concepção liberal da economia faliu, com consequências visíveis nos planos humanitário, económico e financeiro, lançando múltiplas incertezas quanto ao futuro.
2 – A falência do liberalismo abre caminho à necessidade do aprofundamento dos princípios e valores do socialismo democrático e da social-democracia, nomeadamente quanto ao papel do Estado, à relação com a sociedade civil e com a cidadania.
3 - Face à desregulamentação global existente, o sindicalismo deve assumir crescente relevância como instrumento da dignificação do trabalho e dos trabalhadores saudando-se o reforço organizativo internacional dos sindicatos com a criação da Confederação Sindical Mundial (CSM) e o papel recente da organização Internacional do Trabalho no contributo para essa dignificação.
4 - Do exposto resulta a acrescida responsabilidade, na actual conjuntura, dos militantes e simpatizantes do PS em concentrarem esforços no debate das ideias, que tenha por base a actual realidade, contributo imprescindível para se superarem os graves constrangimentos existentes, actualmente, que resultam da crise internacional e para que se reforcem os valores e os princípios do socialismo democrático.
5 - Sem prejuízo do exposto a responsabilidade social das empresas, preocupação historicamente nova, deve ser encorajada e com ela o fomento de parcerias com o Estado, que devem e têm de correr paredes meias com uma atenção especial do Estado aos novos protagonistas e intervenientes na acção desenvolvida pela sociedade civil.
6 - As preocupações com o emprego, implicando politicas públicas activas, articuladas em rede, não excluindo a articulação com o poder autárquico devem também implicar respostas a mecanismos de empregabilidade, suportadas também numa nova perspectiva cultural de cidadania e de crescente auto-responsabilização dos cidadãos.
7 - Saúdam-se por fim os investimentos públicos que no domínio das acessibilidades, complementados com outros investimentos público-privados, têm como plataforma o distrito de Setúbal, reforçando a esperança numa melhor qualidade de vida dos cidadãos e colocando o distrito como motor do próprio desenvolvimento e já não como um distrito – problema.
Pelos Secretariados da Federação do P.S., do Departamento das Mulheres e da Juventude Socialista do Distrito de Setúbal
Vitor Ramalho
sexta-feira, junho 20, 2008
Reconhecer o mérito não é favor
Em devidos tempo, apresentei propostas de nomes de pessoas ou entidades que deveriam ser homenageadas pela Câmara no próximo dia do Município:
Romanário Ornelas – Os seus 93 anos e a obra feita merecem uma homenagem
1º Maio Futebol Clube Sarilhense – comemora 90 anos em 2008
União Futebol Clube Moitense– comemora 85 anos em 2008
Drª. Filomena Andrade – Médica, chefiou o Centro de Saúde da Baixa da Banheira e, presentemente, chefia a Extensão de Saúde do Vale da Amoreira, onde está a fazer um magnífico trabalho na prestação de cuidados de saúde à população.
Vítor Moinhos – pintor de arte, pela sua obra
Agrupamentos de Escuteiros do concelho – Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita, movimentos de juventude que têm movimentado e atraído com os seus ideias de vida milhares de jovens nas últimas dezenas de anos.
A proposta da Maioria só atendeu os 3 primeiros, preterindo os últimos.
Sem explicações.
Romanário Ornelas – Os seus 93 anos e a obra feita merecem uma homenagem
1º Maio Futebol Clube Sarilhense – comemora 90 anos em 2008
União Futebol Clube Moitense– comemora 85 anos em 2008
Drª. Filomena Andrade – Médica, chefiou o Centro de Saúde da Baixa da Banheira e, presentemente, chefia a Extensão de Saúde do Vale da Amoreira, onde está a fazer um magnífico trabalho na prestação de cuidados de saúde à população.
Vítor Moinhos – pintor de arte, pela sua obra
Agrupamentos de Escuteiros do concelho – Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita, movimentos de juventude que têm movimentado e atraído com os seus ideias de vida milhares de jovens nas últimas dezenas de anos.
A proposta da Maioria só atendeu os 3 primeiros, preterindo os últimos.
Sem explicações.
Homenagear os bombeiros da Moita com uma ambulância
Os vereadores da Oposição na Câmara Municipal da Moita (PS, PSD e BE) apresentaram uma proposta conjunta , ontem na sessão pública de Câmara.
CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA
PROPOSTA
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, Corpo de Salvação Pública do Concelho da Moita, fundada em 1933 cumpre neste ano de 2008 os seus 75 anos de vida, uma efeméride que se reflecte sobre todo o Concelho, pois eles não são apenas os Bombeiros da Moita, mas os Soldados da Paz do Município da Moita.
Independentemente de outras homenagens reconhecendo o seu mérito, pensamos que esta data deverá ser assinalada atribuindo ao Corpo de Salvação mais e melhores meios para desempenharem com sucesso a missão para a qual nasceram à 75 anos e para a qual se sentem vocacionados.
Atendendo a que a última ambulância adquirida data de 1999, os Bombeiros da Moita necessitam com urgência de adquirir uma nova ambulância para o seu parque automóvel para fazer face ao aumento de solicitações derivadas do crescimento populacional do concelho. A sua recompensa é fazer o Bem, saibamos então fazer o Bem aos Bombeiros da Moita, atribuindo-lhes na comemoração dos seus 75 anos uma nova ambulância de socorro, no valor aproximado de 100.000 euros.
Com esta nova ambulância os Bombeiros da Moita, com o lema Vida Por Vida, poderão prestar socorros mais céleres e salvar mais vidas.
Porque a Câmara Municipal da Moita tem todo o interesse na salvaguarda e bem estar dos seus munícipes e dos seus bens, propomos a atribuição de uma ambulância de socorro em 2008.
Data: 2008/06/18
Os vereadores
Vitor Cabral
Luis Nascimento
Joaquim Raminhos
José Guerra
A maioria CDU opôs-se à votação favorável da proposta, alegando dificuldades financeiras no presente ano.
Todos os vereadores da Oposição defenderam a proposta. Nessa defesa, reforcei a proposta, referindo que a Câmara tem todo o interesse em cuidar do bem estar dos seus munícipes e dos seus bens e não fazia favor nenhum aos bombeiros se, em Setembro, aquando da atribuição da medalha de ouro à Corporação, lhes fosse entregue uma nova ambulância.
Os bombeiros necessitam de meios para fazer face ao crescente das solicitações.
O Presidente informou que caso não fosse retirada ou reformulada a proposta, a mesma seria reprovada pela Maioria CDU.
Em face dessa posição, e porque os proponentes entendem que o teor da mesma deveria ser consensual, ficou decidido que a oferta da ambulância ficaria adiada por mais um ano e será incluída no orçamento de 2009.
Lamentavelmente e porque os acidentes não aparecem com pré-aviso, o incêndio desta madrugada em instalações da CMM, vem dar razão a esta necessidade de mais e melhores meios de socorro ao serviço do concelho, dos seus habitantes e do seu património.
CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA
PROPOSTA
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, Corpo de Salvação Pública do Concelho da Moita, fundada em 1933 cumpre neste ano de 2008 os seus 75 anos de vida, uma efeméride que se reflecte sobre todo o Concelho, pois eles não são apenas os Bombeiros da Moita, mas os Soldados da Paz do Município da Moita.
Independentemente de outras homenagens reconhecendo o seu mérito, pensamos que esta data deverá ser assinalada atribuindo ao Corpo de Salvação mais e melhores meios para desempenharem com sucesso a missão para a qual nasceram à 75 anos e para a qual se sentem vocacionados.
Atendendo a que a última ambulância adquirida data de 1999, os Bombeiros da Moita necessitam com urgência de adquirir uma nova ambulância para o seu parque automóvel para fazer face ao aumento de solicitações derivadas do crescimento populacional do concelho. A sua recompensa é fazer o Bem, saibamos então fazer o Bem aos Bombeiros da Moita, atribuindo-lhes na comemoração dos seus 75 anos uma nova ambulância de socorro, no valor aproximado de 100.000 euros.
Com esta nova ambulância os Bombeiros da Moita, com o lema Vida Por Vida, poderão prestar socorros mais céleres e salvar mais vidas.
Porque a Câmara Municipal da Moita tem todo o interesse na salvaguarda e bem estar dos seus munícipes e dos seus bens, propomos a atribuição de uma ambulância de socorro em 2008.
Data: 2008/06/18
Os vereadores
Vitor Cabral
Luis Nascimento
Joaquim Raminhos
José Guerra
A maioria CDU opôs-se à votação favorável da proposta, alegando dificuldades financeiras no presente ano.
Todos os vereadores da Oposição defenderam a proposta. Nessa defesa, reforcei a proposta, referindo que a Câmara tem todo o interesse em cuidar do bem estar dos seus munícipes e dos seus bens e não fazia favor nenhum aos bombeiros se, em Setembro, aquando da atribuição da medalha de ouro à Corporação, lhes fosse entregue uma nova ambulância.
Os bombeiros necessitam de meios para fazer face ao crescente das solicitações.
O Presidente informou que caso não fosse retirada ou reformulada a proposta, a mesma seria reprovada pela Maioria CDU.
Em face dessa posição, e porque os proponentes entendem que o teor da mesma deveria ser consensual, ficou decidido que a oferta da ambulância ficaria adiada por mais um ano e será incluída no orçamento de 2009.
Lamentavelmente e porque os acidentes não aparecem com pré-aviso, o incêndio desta madrugada em instalações da CMM, vem dar razão a esta necessidade de mais e melhores meios de socorro ao serviço do concelho, dos seus habitantes e do seu património.
quinta-feira, junho 12, 2008
Nova declaração sobre o PDM
VERSÃO FINAL DO PDM – MUNICÍPIO DA MOITA
DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES PS
A proposta de revisão do PDM foi presente a sessão de Câmara em 25/07/2006 e aprovada com os votos da CDU.
Submetida à CCDR, esta, decidiu propôr uma série de alterações que a Maioria CDU aceitou, tendo o texto da proposta, com essas alterações sido submetido a sessão de Câmara em 09/Julho de 2007 com o mesmo resultado na votação.
Vem agora a Maioria apresentar nova versão, que diz ser a versão final, com uma série de pequenas alterações e com a inclusão de uns corredores de exclusão de REN nos Brejos da Moita.
Sobre estes corredores interessa questionar:
- Se os corredores agora aceites pela Comissão Nacional da REN são bons, porque são instalados somente nos Brejos da Moita e não são colocados noutras áreas do concelho?
- Se defendem os solos e as suas características e salvaguardam os interesses dos proprietários porque não são extensivos, por exemplo à Barra Cheia ou a Sarilhos Pequenos?
Em todo este processo de revisão do PDM, a Maioria CDU e o seu principal responsável na Câmara: João Lobo agiu com parcialidade.
No nosso entendimento, para uns, poucos, agiu como padrinho e amigo, para outros foi padrasto e carrasco. Com uns negociou e possibilitou benesses e garantias de desenvolvimento e lucro, a outros retirou capacidade de evoluírem e de se desenvolverem. E não fora as alterações propostas pela CCDR, este PDM seria um descalabro para o desenvolvimento sustentado e harmonioso para a Moita. Apesar das potencialidades, este concelho continuará a ser o parente pobre no arco ribeirinho norte da Península de Setúbal. É a visão miserabilista da CDU, da sua Maioria e do seu Presidente.
Tal como em 25 de Outubro de 2006 e 09 de Julho de 2007, não concordamos com a proposta, pelo que votamos contra.
DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES PS
A proposta de revisão do PDM foi presente a sessão de Câmara em 25/07/2006 e aprovada com os votos da CDU.
Submetida à CCDR, esta, decidiu propôr uma série de alterações que a Maioria CDU aceitou, tendo o texto da proposta, com essas alterações sido submetido a sessão de Câmara em 09/Julho de 2007 com o mesmo resultado na votação.
Vem agora a Maioria apresentar nova versão, que diz ser a versão final, com uma série de pequenas alterações e com a inclusão de uns corredores de exclusão de REN nos Brejos da Moita.
Sobre estes corredores interessa questionar:
- Se os corredores agora aceites pela Comissão Nacional da REN são bons, porque são instalados somente nos Brejos da Moita e não são colocados noutras áreas do concelho?
- Se defendem os solos e as suas características e salvaguardam os interesses dos proprietários porque não são extensivos, por exemplo à Barra Cheia ou a Sarilhos Pequenos?
Em todo este processo de revisão do PDM, a Maioria CDU e o seu principal responsável na Câmara: João Lobo agiu com parcialidade.
No nosso entendimento, para uns, poucos, agiu como padrinho e amigo, para outros foi padrasto e carrasco. Com uns negociou e possibilitou benesses e garantias de desenvolvimento e lucro, a outros retirou capacidade de evoluírem e de se desenvolverem. E não fora as alterações propostas pela CCDR, este PDM seria um descalabro para o desenvolvimento sustentado e harmonioso para a Moita. Apesar das potencialidades, este concelho continuará a ser o parente pobre no arco ribeirinho norte da Península de Setúbal. É a visão miserabilista da CDU, da sua Maioria e do seu Presidente.
Tal como em 25 de Outubro de 2006 e 09 de Julho de 2007, não concordamos com a proposta, pelo que votamos contra.
EXECUTIVO CDU MENTE À POPULAÇÂO DE ALHOS VEDROS
Comunicado da Vereação PS da Câmara da Moita
Desde 2005 que a Câmara Municipal da Moita tem desenvolvido contactos com a REFER, no âmbito da electrificação da linha entre as estações do Barreiro e Pinhal Novo e da remodelação das estações da Baixa da Banheira, Alhos Vedros e Moita. Por diversas vezes, em 2005 e 2006, a Câmara Municipal da Moita reuniu com a REFER, através dos seus técnicos, arquitectos Carlos Matos e Jorge Bonito, ficando com o conhecimento de que as respectivas estações iriam ser demolidas e sem nunca manifestar discordância.
A posição da Câmara Municipal da Moita foi concordante com a demolição das estações, não salvaguardou o interesse patrimonial dos edifícios e mentiu à população.
Deixamos em anexo, excerto de excerto de carta de 21/05/2008 do Presidente da Administração da REFER ao Presidente da Câmara da Moita, onde é esclarecido todo o processo.
Se não é verdade, então apelamos à Câmara que processe a REFER, por colocar em causa o bom nome do Município.
Os vereadores do PS
Vítor Cabral
José Guerra
Desde 2005 que a Câmara Municipal da Moita tem desenvolvido contactos com a REFER, no âmbito da electrificação da linha entre as estações do Barreiro e Pinhal Novo e da remodelação das estações da Baixa da Banheira, Alhos Vedros e Moita. Por diversas vezes, em 2005 e 2006, a Câmara Municipal da Moita reuniu com a REFER, através dos seus técnicos, arquitectos Carlos Matos e Jorge Bonito, ficando com o conhecimento de que as respectivas estações iriam ser demolidas e sem nunca manifestar discordância.
A posição da Câmara Municipal da Moita foi concordante com a demolição das estações, não salvaguardou o interesse patrimonial dos edifícios e mentiu à população.
Deixamos em anexo, excerto de excerto de carta de 21/05/2008 do Presidente da Administração da REFER ao Presidente da Câmara da Moita, onde é esclarecido todo o processo.
Se não é verdade, então apelamos à Câmara que processe a REFER, por colocar em causa o bom nome do Município.
Os vereadores do PS
Vítor Cabral
José Guerra
segunda-feira, junho 09, 2008
Ainda a estação de Alhos Vedros e Moita
Na sessão de Câmara privada de 4ª feira o assunto da demolição das estações continuou na ordem do dia:
Por um lado a Maioria CDU a dizer que não tinha conhecimento das demolições, por outro a Adm da REFER a apresentar por escrito justificações do contrário.
A Maioria CDU refere contactos efectuados em 2004 e início de 2005, e Maio de 2008. Passam contudo uma esponja sobre o relacioamento que tiveram com a REFER em 2006 e 2007.
Pedi que os técnicos da CMM referidos na carta da REFER esclarecessem a Câmara. O sr. presidente não entendeu conveniente.
Coloquei por 2 vezes as seguintes perguntas ao Sr. Presidente da Câmara João Lobo, não obtendo da sua parte qualquer resposta:
- Tinha ou não conhecimento a CMM da futura demolição da estação de Alhos Vedros e da Moita
- Em algum momento foi oferecida ou não a possibilidade de a CMM utilizar o edificio da estação de A.V. para uso proprio.
- o Arq Jorge Bonito e o Arq. Carlos Matos informaram ou não a CMM sobre as negociações?
- Concorda ou não o Sr. Presidente com o teor da carta da Adm da Refer onde é relatado o faseamento da negociação. Se não concorda, a REFER Mente?
Em vez dum esclarecimento sério e honesto, preferiu avançar para mais um acto de chicana: um voto de protesto contra a REFER.
Aconselhei o Sr. Presidente e a Maioria a retirar o voto, referindo que para bem do Município, há relações institucionais que não se devem deteriorar. A Câmara precisa de continuar a negociar com a REFER, as ligações à rede urbana do concelho, a oferta de edifício por parte da REFER à Freguesia de Alhos Vedros, as desniveladas, etc.
Assim não entenderam.
O voto de protesto foi votado favoravelmente pelo PCP, BE e PSD.
O PS absteve-se, com a declaração de voto que enquanto o assunto não for devidamente esclarecido a Câmara não deveria radicalizar mais a sua posição.
Por um lado a Maioria CDU a dizer que não tinha conhecimento das demolições, por outro a Adm da REFER a apresentar por escrito justificações do contrário.
A Maioria CDU refere contactos efectuados em 2004 e início de 2005, e Maio de 2008. Passam contudo uma esponja sobre o relacioamento que tiveram com a REFER em 2006 e 2007.
Pedi que os técnicos da CMM referidos na carta da REFER esclarecessem a Câmara. O sr. presidente não entendeu conveniente.
Coloquei por 2 vezes as seguintes perguntas ao Sr. Presidente da Câmara João Lobo, não obtendo da sua parte qualquer resposta:
- Tinha ou não conhecimento a CMM da futura demolição da estação de Alhos Vedros e da Moita
- Em algum momento foi oferecida ou não a possibilidade de a CMM utilizar o edificio da estação de A.V. para uso proprio.
- o Arq Jorge Bonito e o Arq. Carlos Matos informaram ou não a CMM sobre as negociações?
- Concorda ou não o Sr. Presidente com o teor da carta da Adm da Refer onde é relatado o faseamento da negociação. Se não concorda, a REFER Mente?
Em vez dum esclarecimento sério e honesto, preferiu avançar para mais um acto de chicana: um voto de protesto contra a REFER.
Aconselhei o Sr. Presidente e a Maioria a retirar o voto, referindo que para bem do Município, há relações institucionais que não se devem deteriorar. A Câmara precisa de continuar a negociar com a REFER, as ligações à rede urbana do concelho, a oferta de edifício por parte da REFER à Freguesia de Alhos Vedros, as desniveladas, etc.
Assim não entenderam.
O voto de protesto foi votado favoravelmente pelo PCP, BE e PSD.
O PS absteve-se, com a declaração de voto que enquanto o assunto não for devidamente esclarecido a Câmara não deveria radicalizar mais a sua posição.
segunda-feira, junho 02, 2008
domingo, junho 01, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
Resposta da REFER ao jornal O RIO
Vistos em http://www.orio.pt/modules/news/index.php?storytopic=5
Demolição do Edifício de Passageiros em Alhos Vedros Empreitada “Linha do Alentejo
– Troço Barreiro – Pinhal Novo (exclusive)
– Electrificação e Modernização de Estações e Apeadeiros”
Face às notícias sobre o alegado desconhecimento, por parte da Câmara Municipal da Moita, do processo de demolição do Edifício de Passageiros em Alhos Vedros, e às afirmações públicas do seu presidente contestando essa demolição, a REFER vem esclarecer o seguinte:
- A empreitada designada por “Linha do Alentejo – Troço Barreiro – Pinhal Novo (exclusive)
– Electrificação e Modernização de Estações e Apeadeiros” foi adjudicada, no seguimento de concurso público internacional lançado em 2007, por 19 milhões de euros e um prazo de execução de 270 dias de calendário, tendo a consignação dos trabalhos ocorrido no passado dia 28 de Março;
- O objecto desta empreitada contempla, nomeadamente:
1 – Electrificação da Linha do Alentejo entre as estações do Barreiro e de Pinhal Novo (exclusive);
2 – Remodelação das estações do Barreiro, Lavradio e Moita e dos apeadeiros Barreiro-A, Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Penteado;
3 – Construção de uma passagem superior pedonal junto ao Bairro das Palmeiras, em substituição da existente.
A REFER manteve nos últimos anos contactos regulares com o município da Moita sobre este projecto, e em particular sobre as intervenções previstas para as estações e apeadeiros do concelho. Assim:
- No 4.º trimestre de 2005 a REFER entregou ao município o Estudo Prévio das intervenções previstas, que já contemplava a demolição dos edifícios de passageiros de Alhos Vedros e da Moita;
- Após a entrega do Estudo Prévio, realizaram-se diversas reuniões de trabalho com técnicos da autarquia, nas quais foram formuladas algumas recomendações de ajustamento, mas que nunca colocaram em causa aquelas demolições, o que se comprova pelos pareceres emitidos pela CM sobre o anteprojecto apresentado pela REFER em 2006;
- Ao longo de todo o processo, a REFER, em coordenação com a edilidade, desenvolveu sempre soluções aderentes aos Planos Directores de Alhos Vedros, Moita e Penteado;- No passado dia 21 de Maio, em carta dirigida ao presidente da Câmara Municipal da Moita, a REFER recordou todo este processo e a importância e oportunidade dos investimentos de reforço da segurança e da modernização da infra-estrutura ferroviária entre o Barreiro e Pinhal Novo.
A REFER disponibilizou, pois, toda a informação à autarquia, pelo que e de acordo com a sua missão irá prosseguir com a empreitada prevista, com o objectivo de dotar o concelho de melhores condições para os utilizadores do caminho-de-ferro. A fase em que se encontra o processo e o risco de perder a comparticipação do FEDER são, entre outras, razões determinantes para a prossecução das intervenções previstas e do plano de trabalhos da empreitada consignada há quase dois meses.
Com estes pressupostos, a REFER disponibiliza-se, a título excepcional e correspondendo ao sentimento de perda que localmente se associa à remodelação do Apeadeiro de Alhos Vedros, para financiar a construção naquela freguesia – fora dos limites da empreitada e em terreno que lhe seja colocado à disposição –, de um edifício com características e dimensões equivalentes ao do edifício de passageiros a demolir, a ser entregue, mediante acordo a celebrar, à Junta de Freguesia de Alhos Vedros e/ou à Câmara Municipal da Moita, que assumirão a responsabilidade da gestão da sua utilização.
Lisboa, 26 de Maio de 2008
REFER - Direcção de Comunicação e Imagem
Tel: 21 10 22 000 Fax : 21 10 22 969
E-mail: ci@org.refer.pt
Demolição do Edifício de Passageiros em Alhos Vedros Empreitada “Linha do Alentejo
– Troço Barreiro – Pinhal Novo (exclusive)
– Electrificação e Modernização de Estações e Apeadeiros”
Face às notícias sobre o alegado desconhecimento, por parte da Câmara Municipal da Moita, do processo de demolição do Edifício de Passageiros em Alhos Vedros, e às afirmações públicas do seu presidente contestando essa demolição, a REFER vem esclarecer o seguinte:
- A empreitada designada por “Linha do Alentejo – Troço Barreiro – Pinhal Novo (exclusive)
– Electrificação e Modernização de Estações e Apeadeiros” foi adjudicada, no seguimento de concurso público internacional lançado em 2007, por 19 milhões de euros e um prazo de execução de 270 dias de calendário, tendo a consignação dos trabalhos ocorrido no passado dia 28 de Março;
- O objecto desta empreitada contempla, nomeadamente:
1 – Electrificação da Linha do Alentejo entre as estações do Barreiro e de Pinhal Novo (exclusive);
2 – Remodelação das estações do Barreiro, Lavradio e Moita e dos apeadeiros Barreiro-A, Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Penteado;
3 – Construção de uma passagem superior pedonal junto ao Bairro das Palmeiras, em substituição da existente.
A REFER manteve nos últimos anos contactos regulares com o município da Moita sobre este projecto, e em particular sobre as intervenções previstas para as estações e apeadeiros do concelho. Assim:
- No 4.º trimestre de 2005 a REFER entregou ao município o Estudo Prévio das intervenções previstas, que já contemplava a demolição dos edifícios de passageiros de Alhos Vedros e da Moita;
- Após a entrega do Estudo Prévio, realizaram-se diversas reuniões de trabalho com técnicos da autarquia, nas quais foram formuladas algumas recomendações de ajustamento, mas que nunca colocaram em causa aquelas demolições, o que se comprova pelos pareceres emitidos pela CM sobre o anteprojecto apresentado pela REFER em 2006;
- Ao longo de todo o processo, a REFER, em coordenação com a edilidade, desenvolveu sempre soluções aderentes aos Planos Directores de Alhos Vedros, Moita e Penteado;- No passado dia 21 de Maio, em carta dirigida ao presidente da Câmara Municipal da Moita, a REFER recordou todo este processo e a importância e oportunidade dos investimentos de reforço da segurança e da modernização da infra-estrutura ferroviária entre o Barreiro e Pinhal Novo.
A REFER disponibilizou, pois, toda a informação à autarquia, pelo que e de acordo com a sua missão irá prosseguir com a empreitada prevista, com o objectivo de dotar o concelho de melhores condições para os utilizadores do caminho-de-ferro. A fase em que se encontra o processo e o risco de perder a comparticipação do FEDER são, entre outras, razões determinantes para a prossecução das intervenções previstas e do plano de trabalhos da empreitada consignada há quase dois meses.
Com estes pressupostos, a REFER disponibiliza-se, a título excepcional e correspondendo ao sentimento de perda que localmente se associa à remodelação do Apeadeiro de Alhos Vedros, para financiar a construção naquela freguesia – fora dos limites da empreitada e em terreno que lhe seja colocado à disposição –, de um edifício com características e dimensões equivalentes ao do edifício de passageiros a demolir, a ser entregue, mediante acordo a celebrar, à Junta de Freguesia de Alhos Vedros e/ou à Câmara Municipal da Moita, que assumirão a responsabilidade da gestão da sua utilização.
Lisboa, 26 de Maio de 2008
REFER - Direcção de Comunicação e Imagem
Tel: 21 10 22 000 Fax : 21 10 22 969
E-mail: ci@org.refer.pt
Cópia de email enviado
From: Vitor Cabral
Sent: sexta-feira, 23 de Maio de 2008 15:03
To: 'presidente@cm-moita.pt'
Subject: Demolição da estação da REFER de Alhos Vedros
Boa tarde Sr. Presidente
Relativamente à anunciada demolição da Estação da CP de Alhos Vedros, enquadrada no plano de Requalificação e Electrificação da Linha do Alentejo, solicito com caracter de urgência:
- Cópia das comunicações enviadas nesta semana à Administração da REFER e respectiva resposta
- Resumo do resultado da reunião agendada para hoje, pelas 16 horas, entre a CMM e a REFER sobre este assunto.
Reafirmo a posição tomada na sessão pública de 4ª feira sobre este assunto:
- Até um total esclarecimento e conhecimento dos projectos futuros para a estação, o edifício actual deverá ser acautelado.
- Caso o edifício não tenha interesse para a REFER, deverá ser estudado e proposto à REFER a sua utilização para outros fins.
- Em caso último de demolição, deverá ser analisado com cuidado o interesse na preservação de algumas das estruturas e materiais (azulejos, ferragens, relógio, balanças, etc).Estou ao dispor para o que entender por conveniente.
Com os melhores cumprimentos
Vitor Manuel Rodrigues Cabral
Vereador PS na C.M.Moita
Sent: sexta-feira, 23 de Maio de 2008 15:03
To: 'presidente@cm-moita.pt'
Subject: Demolição da estação da REFER de Alhos Vedros
Boa tarde Sr. Presidente
Relativamente à anunciada demolição da Estação da CP de Alhos Vedros, enquadrada no plano de Requalificação e Electrificação da Linha do Alentejo, solicito com caracter de urgência:
- Cópia das comunicações enviadas nesta semana à Administração da REFER e respectiva resposta
- Resumo do resultado da reunião agendada para hoje, pelas 16 horas, entre a CMM e a REFER sobre este assunto.
Reafirmo a posição tomada na sessão pública de 4ª feira sobre este assunto:
- Até um total esclarecimento e conhecimento dos projectos futuros para a estação, o edifício actual deverá ser acautelado.
- Caso o edifício não tenha interesse para a REFER, deverá ser estudado e proposto à REFER a sua utilização para outros fins.
- Em caso último de demolição, deverá ser analisado com cuidado o interesse na preservação de algumas das estruturas e materiais (azulejos, ferragens, relógio, balanças, etc).Estou ao dispor para o que entender por conveniente.
Com os melhores cumprimentos
Vitor Manuel Rodrigues Cabral
Vereador PS na C.M.Moita
quinta-feira, maio 15, 2008
Mais transportes públicos precisam-se
Nos últimos anos, muitos munícipes me têm abordado sobre o problema da falta de transportes públicos e das más acessibilidades dentro do concelho da Moita. Mesmo em diversas sessões públicas de Câmara, o assunto tem sido colocado, surgindo sempre através de pessoas mais idosas que têm dificuldade em se deslocar ao centro da sua Freguesia, ou por falta de transportes, ou por inexistência de passeios e bermas nas estradas. Também as crianças e jovens têm dificuldade, por quase inexistência de transporte público em se deslocar às escolas, principalmente aqueles que vivem nos núcleos mais afastados, como seja o Gaio-Rosário, a Barra Cheia ou Sarilhos Pequenos.
A resolução deste problema sempre foi uma bandeira do Partido Socialista. Entendo que se deveria tentar seguir o exemplo de diversas Câmaras Municipais que tiveram uma acção profícua nesta área. E os exemplos são variados, desde pequenos veículos comerciais até a pequenos autocarros que percorrem as freguesias, da responsabilidade das autarquias, até aos exemplos de empresas municipais de transportes.
No concelho da Moita os TST - Transportes Sul do Tejo têm algumas (poucas) carreiras que promovem este serviço. Contudo, é insuficiente. É a população que o afirma.
Há uns meses atrás, estes mesmos TST instalaram a suas oficinas de manutenção no centro da Moita, mais precisamente no Chão Duro. Óptimas instalações, bom parque oficinal e boa frota de veículos, que revelam uma empresa com capacidade de gestão, e visão para o futuro.
Atendendo à difícil situação financeira do Município da Moita, e dado que a actual Maioria (PCP-CDU) sempre se mostrou avessa a prestar este serviço à população, seria altura, mais do que conveniente, que se negociasse com os TST para que fossem criadas mais carreiras em horários diferenciados, promovendo assim a facilidade na mobilidade dentro do concelho. Os jovens, e principalmente a população mais idosa agradecia.
A resolução deste problema sempre foi uma bandeira do Partido Socialista. Entendo que se deveria tentar seguir o exemplo de diversas Câmaras Municipais que tiveram uma acção profícua nesta área. E os exemplos são variados, desde pequenos veículos comerciais até a pequenos autocarros que percorrem as freguesias, da responsabilidade das autarquias, até aos exemplos de empresas municipais de transportes.
No concelho da Moita os TST - Transportes Sul do Tejo têm algumas (poucas) carreiras que promovem este serviço. Contudo, é insuficiente. É a população que o afirma.
Há uns meses atrás, estes mesmos TST instalaram a suas oficinas de manutenção no centro da Moita, mais precisamente no Chão Duro. Óptimas instalações, bom parque oficinal e boa frota de veículos, que revelam uma empresa com capacidade de gestão, e visão para o futuro.
Atendendo à difícil situação financeira do Município da Moita, e dado que a actual Maioria (PCP-CDU) sempre se mostrou avessa a prestar este serviço à população, seria altura, mais do que conveniente, que se negociasse com os TST para que fossem criadas mais carreiras em horários diferenciados, promovendo assim a facilidade na mobilidade dentro do concelho. Os jovens, e principalmente a população mais idosa agradecia.
quinta-feira, abril 24, 2008
Abril todos os dias
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
(Sophia de Melo Breyner Andersen)
Celebramos o 25 de Abril, Dia da Liberdade e da Democracia, seguros de que este Dia tem de estar presente em todos os dias da nossa vida. Não é apenas uma data que se comemora, em que se sai à rua em festejos e solenidades. Não é uma faixa pintada, um mural ou uma bandeira. Ou uma pomba esvoaçando no ar. O 25 de Abril é de ordem terrena, da ordem da Vida. O 25 de Abril é o momento que preenche todos os lugares e todos os tempos, é uma semente que está para além de nós, que germina aqui e agora, também além, contínua, eterna, com o futuro por horizonte. O 25 de Abril não é de ninguém, por isso é de todos. Celebremo-lo em comunhão ou em retiro, mas celebremo-lo.
Atravessamos uma actualidade corroída por muitas dúvidas e mesmo alguma descrença nas virtudes da vida política, mas sabemos que é nas horas de dificuldade que devemos reafirmar os nossos princípios, lutar, propor e proporcionar novos caminhos para bem de todos nós. Em Democracia, a realidade, é o homem livre que a desenha, e esta é uma verdade que não devemos nunca esquecer, pois convoca a nossa responsabilidade.
Neste DIA 25 DE ABRIL queremos enviar a todos VÓS um abraço fraterno solidário, desejando também que reflictam no que conquistámos e no que ainda temos por conquistar: uma sociedade mais exigente, mais justa, mais fraterna, mais solidária, para bem da nossa qualidade de vida e da dos que se nos seguirão.
Saudação do Partido Socialista da Moita ao Povo da Moita
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
(Sophia de Melo Breyner Andersen)
Celebramos o 25 de Abril, Dia da Liberdade e da Democracia, seguros de que este Dia tem de estar presente em todos os dias da nossa vida. Não é apenas uma data que se comemora, em que se sai à rua em festejos e solenidades. Não é uma faixa pintada, um mural ou uma bandeira. Ou uma pomba esvoaçando no ar. O 25 de Abril é de ordem terrena, da ordem da Vida. O 25 de Abril é o momento que preenche todos os lugares e todos os tempos, é uma semente que está para além de nós, que germina aqui e agora, também além, contínua, eterna, com o futuro por horizonte. O 25 de Abril não é de ninguém, por isso é de todos. Celebremo-lo em comunhão ou em retiro, mas celebremo-lo.
Atravessamos uma actualidade corroída por muitas dúvidas e mesmo alguma descrença nas virtudes da vida política, mas sabemos que é nas horas de dificuldade que devemos reafirmar os nossos princípios, lutar, propor e proporcionar novos caminhos para bem de todos nós. Em Democracia, a realidade, é o homem livre que a desenha, e esta é uma verdade que não devemos nunca esquecer, pois convoca a nossa responsabilidade.
Neste DIA 25 DE ABRIL queremos enviar a todos VÓS um abraço fraterno solidário, desejando também que reflictam no que conquistámos e no que ainda temos por conquistar: uma sociedade mais exigente, mais justa, mais fraterna, mais solidária, para bem da nossa qualidade de vida e da dos que se nos seguirão.
Saudação do Partido Socialista da Moita ao Povo da Moita
quarta-feira, abril 16, 2008
Pelo CRI
Recebido de moita.desporto@gmail.com
Você sabia que, para completar o campo de terra batida do CRI, basta:
- uma camioneta durante 2 dias para transportar terra (que já foi oferecida).
- Uma máquina para espalhar essa terra durante 1 semana.
Ajude a tornar este sonho de tanta criança alhosvedrense (e não só) numa realidade.
Você sabia que, para completar o campo de terra batida do CRI, basta:
- uma camioneta durante 2 dias para transportar terra (que já foi oferecida).
- Uma máquina para espalhar essa terra durante 1 semana.
Ajude a tornar este sonho de tanta criança alhosvedrense (e não só) numa realidade.
terça-feira, abril 08, 2008
Memórias do Rio - Visionamento do filme
Através do António Magalhães, que agradeço, transcrevo links para visionamento do filme:
Na Moita, Júlio de Almeida Marinho, Capitão de Mar e Guerra, fala-nos das suas memórias no Rio Tejo e da sua vivência com as gentes da Vila da Moita...
URL: http://www.youtube.com/watch?v=dZnUwvy1WZo (Parte 1)
URL: http://www.youtube.com/watch?v=0qQM163Kl6M (Parte 2)
URL: http://www.youtube.com/watch?v=NaoSj0FM6OQ (Parte 3)
URL: http://www.youtube.com/watch?v=BADfFsbQLFA (Parte 4)
O Link para download do DVD é o seguinte: http://edicomail.net/edicomail/videos/memoriasdorio.zip
Na Moita, Júlio de Almeida Marinho, Capitão de Mar e Guerra, fala-nos das suas memórias no Rio Tejo e da sua vivência com as gentes da Vila da Moita...
URL: http://www.youtube.com/watch?v=dZnUwvy1WZo (Parte 1)
URL: http://www.youtube.com/watch?v=0qQM163Kl6M (Parte 2)
URL: http://www.youtube.com/watch?v=NaoSj0FM6OQ (Parte 3)
URL: http://www.youtube.com/watch?v=BADfFsbQLFA (Parte 4)
O Link para download do DVD é o seguinte: http://edicomail.net/edicomail/videos/memoriasdorio.zip
Ninguém está seguro, se não se sentir seguro
Artigo no Jornal da Moita (3/Abril)
Na passada quarta-feira, o Dr. Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna esteve na Moita, no auditório municipal, onde, a convite do PS local dialogou sobre segurança.
Perante um auditório cheio, tive a oportunidade de abrir a sessão e agradecer ao sr. ministro o apoio que deu à construção do novo quartel dos Bombeiros da Moita e à aquisição das antigas instalações dos Bombeiros para, num futuro próximo, servir de quartel à GNR. Com satisfação, vemos que esta medida anunciada em Outubro passado, está a ser concretizada, como até foi confirmada pelo comando dos Bombeiros.
Após as últimas alterações de policiamento nas diversas freguesias, com a atribuição do policiamento da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira à PSP e as restantes freguesias à GNR, faltava melhorar as instalações desta. Futuramente, as novas instalações dignificarão esta força de segurança e permitir-lhe-ão melhorar as condições de desempenho de policiamento de proximidade.
Numa conversa serena e cativante ouvimos falar de medidas, algumas já distantes no tempo, que têm vindo a ser implementadas e têm acompanhado a evolução rápida da sociedade portuguesa ao longo dos últimos 30 anos.
O policiamento de proximidade, a escola segura, a diferenciação de funções das 2 forças de segurança que passaram a ser complementares, a sua modernização e reforço, a criação de diversos órgãos de controlo, as inúmeras medidas relacionadas com a protecção civil, com a prevenção dos incêndios, medidas de prevenção de sinistralidade na estrada, etc, etc. ou até assuntos actuais como o caso do telemóvel na escola que atribuiu a um caso de disciplina. Sobre esta matéria, referiu que a educação e a disciplina começa em casa, e que as normas têm que ser naturalmente assimiladas em criança.
Ninguém está seguro, se não se sentir seguro, sublinhou. No fundo sentirmo-nos em segurança é um dos factores primordiais para a qualidade de vida dos cidadãos. Qualidade de vida que está também relacionada com o meio ambiente que nos envolve. Gostamos do que nos rodeia? Sabemos como vai evoluir a nossa terra?
A ninguém serve o imobilismo, as decisões de gabinete ou o secretismo com que se governa o concelho. Os moitenses dos diversos quadrantes sociais e políticos, têm que se mexer, sair da apatia, marcar com a sua presença, a conhecer. Porque só conhecendo se pode amar. Saber para onde vamos, o que vai mudar, o que vai ser o futuro, e acima de tudo pugnar por um lugar com qualidade de vida e onde tenhamos orgulho em pertencer.
Por isso, é com satisfação que se vê intervenções na área da cultura, do desporto. Que o PS promove a vinda de um governante para explicar opções, ou que se assiste a visitas a freguesias organizadas pelo BE, ou debate sobre comércio tradicional organizado pelo PSD, ou mesmo ainda que no Náutico Moitense se visiona um filme sobre as memórias do Rio Tejo e se questiona o seu actual estado, as opções erradas tomadas nos últimos anos e a falta de discussão sobre o seu futuro.
É urgente um poder local que se aproxime e promova o encontro dos cidadãos, de todos os cidadãos. É urgente preparar o futuro com esperança.
Vítor Cabral
Vereador PS - CMMoita
Na passada quarta-feira, o Dr. Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna esteve na Moita, no auditório municipal, onde, a convite do PS local dialogou sobre segurança.
Perante um auditório cheio, tive a oportunidade de abrir a sessão e agradecer ao sr. ministro o apoio que deu à construção do novo quartel dos Bombeiros da Moita e à aquisição das antigas instalações dos Bombeiros para, num futuro próximo, servir de quartel à GNR. Com satisfação, vemos que esta medida anunciada em Outubro passado, está a ser concretizada, como até foi confirmada pelo comando dos Bombeiros.
Após as últimas alterações de policiamento nas diversas freguesias, com a atribuição do policiamento da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira à PSP e as restantes freguesias à GNR, faltava melhorar as instalações desta. Futuramente, as novas instalações dignificarão esta força de segurança e permitir-lhe-ão melhorar as condições de desempenho de policiamento de proximidade.
Numa conversa serena e cativante ouvimos falar de medidas, algumas já distantes no tempo, que têm vindo a ser implementadas e têm acompanhado a evolução rápida da sociedade portuguesa ao longo dos últimos 30 anos.
O policiamento de proximidade, a escola segura, a diferenciação de funções das 2 forças de segurança que passaram a ser complementares, a sua modernização e reforço, a criação de diversos órgãos de controlo, as inúmeras medidas relacionadas com a protecção civil, com a prevenção dos incêndios, medidas de prevenção de sinistralidade na estrada, etc, etc. ou até assuntos actuais como o caso do telemóvel na escola que atribuiu a um caso de disciplina. Sobre esta matéria, referiu que a educação e a disciplina começa em casa, e que as normas têm que ser naturalmente assimiladas em criança.
Ninguém está seguro, se não se sentir seguro, sublinhou. No fundo sentirmo-nos em segurança é um dos factores primordiais para a qualidade de vida dos cidadãos. Qualidade de vida que está também relacionada com o meio ambiente que nos envolve. Gostamos do que nos rodeia? Sabemos como vai evoluir a nossa terra?
A ninguém serve o imobilismo, as decisões de gabinete ou o secretismo com que se governa o concelho. Os moitenses dos diversos quadrantes sociais e políticos, têm que se mexer, sair da apatia, marcar com a sua presença, a conhecer. Porque só conhecendo se pode amar. Saber para onde vamos, o que vai mudar, o que vai ser o futuro, e acima de tudo pugnar por um lugar com qualidade de vida e onde tenhamos orgulho em pertencer.
Por isso, é com satisfação que se vê intervenções na área da cultura, do desporto. Que o PS promove a vinda de um governante para explicar opções, ou que se assiste a visitas a freguesias organizadas pelo BE, ou debate sobre comércio tradicional organizado pelo PSD, ou mesmo ainda que no Náutico Moitense se visiona um filme sobre as memórias do Rio Tejo e se questiona o seu actual estado, as opções erradas tomadas nos últimos anos e a falta de discussão sobre o seu futuro.
É urgente um poder local que se aproxime e promova o encontro dos cidadãos, de todos os cidadãos. É urgente preparar o futuro com esperança.
Vítor Cabral
Vereador PS - CMMoita
sexta-feira, março 28, 2008
Uma nova forma de estar
Pulbicado no Jornal MARGEMSUL de 28/03
A exemplo do que aconteceu na década de 90 com a zona oriental de Lisboa, com os investimentos efectuados aquando da EXPO 98, a margem sul e nomeadamente os concelhos do arco ribeirinho estão no seu ponto de viragem para o desenvolvimento. Desenvolvimento que terá que ser implementado na óptica do aumento da qualidade de vida dos cidadãos.
A Etar Barreiro-Moita, a plataforma logística do Poceirão, o Aeroporto na zona de Alcochete, a nova ponte que se espera no eixo Chelas-Barreiro, a reconversão dos terrenos da Quimiparque e agora o anúncio de que o Parque de Manutenção e Oficinas de todo o material circulante da CP serão instalados no Barreiro, vão potenciar a centralidade desta região no contexto nacional.
Do conjunto dos 13 concelhos do distrito, os 6 concelhos do chamado arco ribeirinho, Almada, Seixal. Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete terão que unir esforços e encontrar uma visão integrada dos seus interesses e dos seus pontos de vista. É necessário e urgente ultrapassar “os interesses caseiros” das visões partidárias e concelhias e mesmo entre os partidos dentro dos próprios concelhos. Esta oportunidade não pode ser perdida.
Se no Barreiro a sociedade se agita e naturalmente os cidadãos se interessam pelos projectos que vão aparecendo, já na Moita a passividade parece ser a tónica dominante.
A cultura do Partido único está completamente entranhada nas estruturas da sociedade, o que leva a que se sinta uma paz podre. O desenvolvimento do concelho tem estado direccionado, apenas, para alguns que, circunstancialmente, são poder local ou gravitam na sua órbita.
Habituados que estão a ver os projectos só no papel, os moitenses ainda não perceberam que as promessas feitas em 2005 aquando das últimas eleições autárquicas não vão ser cumpridas. O concelho tem estado a ser gerido na óptica do dia a dia.
Porque o concelho não tem donos, os moitenses dos diversos quadrantes sociais e políticos, têm que se mexer, sair da apatia, marcar com a sua presença. Aqueles que chegaram à pouco ao concelho, que aqui compraram casa e escolheram esta terra para viver, têm que começar a participar na vida activa do concelho, a integrar-se, a conhecer. Porque só conhecendo se pode amar. Saber para onde vamos, o que vai mudar, o que vai ser o futuro, e acima de tudo pugnar por um lugar com qualidade de vida e onde tenhamos orgulho em pertencer.
Desenvolvimento por desenvolvimento não leva a nada, só a mais betão.
É urgente um poder local que se aproxime e promova o encontro dos cidadãos, de todos os cidadãos. É urgente olhar para o futuro com esperança.
Vítor Cabral
A exemplo do que aconteceu na década de 90 com a zona oriental de Lisboa, com os investimentos efectuados aquando da EXPO 98, a margem sul e nomeadamente os concelhos do arco ribeirinho estão no seu ponto de viragem para o desenvolvimento. Desenvolvimento que terá que ser implementado na óptica do aumento da qualidade de vida dos cidadãos.
A Etar Barreiro-Moita, a plataforma logística do Poceirão, o Aeroporto na zona de Alcochete, a nova ponte que se espera no eixo Chelas-Barreiro, a reconversão dos terrenos da Quimiparque e agora o anúncio de que o Parque de Manutenção e Oficinas de todo o material circulante da CP serão instalados no Barreiro, vão potenciar a centralidade desta região no contexto nacional.
Do conjunto dos 13 concelhos do distrito, os 6 concelhos do chamado arco ribeirinho, Almada, Seixal. Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete terão que unir esforços e encontrar uma visão integrada dos seus interesses e dos seus pontos de vista. É necessário e urgente ultrapassar “os interesses caseiros” das visões partidárias e concelhias e mesmo entre os partidos dentro dos próprios concelhos. Esta oportunidade não pode ser perdida.
Se no Barreiro a sociedade se agita e naturalmente os cidadãos se interessam pelos projectos que vão aparecendo, já na Moita a passividade parece ser a tónica dominante.
A cultura do Partido único está completamente entranhada nas estruturas da sociedade, o que leva a que se sinta uma paz podre. O desenvolvimento do concelho tem estado direccionado, apenas, para alguns que, circunstancialmente, são poder local ou gravitam na sua órbita.
Habituados que estão a ver os projectos só no papel, os moitenses ainda não perceberam que as promessas feitas em 2005 aquando das últimas eleições autárquicas não vão ser cumpridas. O concelho tem estado a ser gerido na óptica do dia a dia.
Porque o concelho não tem donos, os moitenses dos diversos quadrantes sociais e políticos, têm que se mexer, sair da apatia, marcar com a sua presença. Aqueles que chegaram à pouco ao concelho, que aqui compraram casa e escolheram esta terra para viver, têm que começar a participar na vida activa do concelho, a integrar-se, a conhecer. Porque só conhecendo se pode amar. Saber para onde vamos, o que vai mudar, o que vai ser o futuro, e acima de tudo pugnar por um lugar com qualidade de vida e onde tenhamos orgulho em pertencer.
Desenvolvimento por desenvolvimento não leva a nada, só a mais betão.
É urgente um poder local que se aproxime e promova o encontro dos cidadãos, de todos os cidadãos. É urgente olhar para o futuro com esperança.
Vítor Cabral
A segurança é um direito de todos
Com a devida vénia ao Jornal O RIO online
”A segurança é um direito de todos e uma prestação primordial do Estado”, afirma o ministro da Administração Interna
Em “Diálogo Aberto” com os seus militantes, o Partido Socialista realizou um Encontro/Debate sobre o tema "Mais Segurança", no dia 26 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal da Moita. O orador convidado foi o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
Na abertura da sessão, o presidente da Comissão Concelhia da Moita do PS, Victor Cabral, agradeceu ao ministro o apoio que deu à construção do novo quartel dos Bombeiros da Moita e à aquisição do antigo quartel dos Bombeiros para servir de quartel à GNR. “Vemos com satisfação que esta medida anunciada está a ser concretizada, por a considerarmos muito importante para o nosso concelho”, sublinhou.
A dirigir os trabalhos, Vítor Ramalho, presidente da Federação Distrital, salientou esta primeira iniciativa da Comissão Concelhia da Moita, recentemente eleita, e considerou necessária e muito importante esta relação que o partido do governo quer manter com os cidadãos.
O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, iniciou a sua intervenção formulando as seguintes cinco perguntas:
1. A segurança é um tema de direita?
2. O Partido Socialista tem uma política de segurança?
3. Portugal é um país seguro?
4. Qual é a obra do Governo em matéria de segurança?
5. Quais são as nossas perspectivas em relação à política de segurança?
A segurança é um tema de direita?
Respondendo à primeira pergunta, Rui Pereira disse que, tradicionalmente, a segurança é considerada um tema de direita, normalmente, entendia-se que eram os partidos mais à direita que se preocupavam com os problemas de segurança e que os partidos de esquerda se desinteressavam por esses temas, procurando explicar no plano sociológico a insegurança que se vivia.
Segundo o ministro, esta visão simplista está hoje ultrapassada, a segurança é um tema que diz respeito a todos os cidadãos e é um direito associado à liberdade e consagrado constitucionalmente. Portanto,”a segurança é um direito de todos e uma prestação primordial do Estado”, acentuou.
O PS tem uma política de segurança?
À segunda questão o ministro respondeu que há cerca de 20 anos que está envolvido em questões de segurança e que tem compreendido que o PS tem uma política de segurança contínua e coerente. E exemplificou:
Nos meados da década de 90, o Partido Socialista defendia uma política de policiamento de proximidade, enquanto a oposição ao PS defendia a chamada política de superesquadras, mas o PS conseguiu fazer vingar o policiamento de proximidade e, hoje, aparentemente, todos concordam com este modelo.
O governo socialista desenvolveu a Escola Segura; o sistema dual das forças de segurança (PSP e GNR) que passaram a ser complementares, passando a GNR a desempenhar missões de paz de alto risco a nível europeu. Foi também o PS que pela primeira vez criou uma fiscalização externa das forças de segurança – a Inspecção Geral da Administração Interna. Em matéria de Informações foi o PS que criou uma cultura mais democrática, que pressupõe a audição prévia na Assembleia da República pelo principal responsável dos Serviços de Informações. “Esta é uma política contínua, coerente e correcta, até pelo reconhecimento que tem suscitado ao longo dos anos”, concluiu o ministro.
Portugal é um país seguro?
O ministro afirmou que é tradicional dizer-se que Portugal é um país de ‘brandos costumes’, relativamente seguro no tempo da ditadura e que, agora, não o é. Então, seria bom pensarmos no que mudou desde a década de 70. Nesta altura, Portugal ainda tinha um elevado grau de analfabetismo, havia cerca de 30 % de analfabetos. Havia níveis de consumo muito baixos, não havia classe média, não havia instituições democráticas, era um país em guerra e de emigrantes.
Segundo Rui Pereira, o país rural desenvolveu-se de forma acelerada, em 30 anos, quase tudo mudou. Criou-se uma classe média, absorveram-se cerca de 600 mil portugueses que vieram das ex-colónias, e elevaram-se muito os nossos níveis de consumo. Naquela altura tínhamos 500 mil automóveis e hoje temos 5 milhões; tínhamos 80 Km de auto-estradas e hoje são 3.090 Km. Hoje temos 5 % de população residente estrangeira, e muitos portugueses vieram do interior para as grandes cidades do litoral. As drogas tinham níveis muito baixos de consumo. Tudo isto teve consequências em termos de segurança e fez surgir a criminalidade de massas e a criminalidade organizada e violenta, aumentando consideravelmente o clima de insegurança.
Afinal, neste período, “Portugal acompanhou a evolução dos tempos e pagou o preço de um desenvolvimento económico e social acelerado. Esta é a situação que explica a relativa insegurança em que vivemos”, declarou o ministro.
Qual é a obra do Governo em matéria de segurança?
“Em matéria de protecção civil, o governo dotou o país de um sistema organizado para enfrentar os fogos florestais e as catástrofes naturais. Criou uma autoridade nacional de protecção civil, um comando único de socorro, comandos distritais que funcionam, e uma Secretaria de Estado da Protecção Civil que garante a coordenação política”, enunciou o ministro. No fundo, garantiu uma boa coordenação entre os agentes de protecção civil. “Esta é uma obra que ficará indelevelmente inscrita na acção deste governo”, fez notar.
Prosseguindo, Rui Pereira disse que este governo também conseguiu uma proeza notável em matéria de prevenção da sinistralidade rodoviária. Foi extinta a Direcção Geral de Viação e criada uma Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, cujas estruturas distritais estão a ser criadas ao nível dos Governos Civis. Em 2006, já se ficou abaixo dos 900 mortos nas estradas e em 2007 ficámos nos 856 mortos, quando tínhamos 2600 mortos em meados da década de 80. “Foi reduzido significativamente o número de mortos na estrada”, vincou.
Outro marco decisivo – apontou o ministro – é a lei de programação das forças de segurança que fez com que os meios e equipamentos deixassem de ser adquiridos casuisticamente, reconhecendo as virtudes da economia de escala, a programação prévia da aquisição de meios, e permitindo armar melhor as forças de segurança. “Em curso estão ainda a reforma da lei da segurança interna e a lei da organização da investigação criminal”, revelou.
“Esta obra do governo, é uma obra que dá resultados a curto prazo mas, sobretudo, a médio e longo prazo, e constitui um legado que fica para as gerações futuras”, garantiu Rui Pereira.
Quais são as nossas perspectivas em relação à política de segurança?
Em relação à última questão, o ministro da Administração Interna disse que, neste momento, está em aprovação o relatório de segurança interna. Este relatório faz uma análise actual da criminalidade e regista a tendência para a estabilização da criminalidade em geral e a descida da criminalidade grave. “A nossa atitude, sem esmorecer, é de prevenir e combater o crime”, declarou. Para isso, “tomamos medidas que, penso, respondem satisfatoriamente às necessidades de segurança e de prevenção da criminalidade. Fizemos a admissão de polícias e guardas, com mil efectivos para cada uma das forças de segurança; reforçámos a formação e treino das forças de segurança; acompanhamos a delinquência juvenil através de um observatório; temos uma melhor articulação com as autarquias; aproveitamos as novas tecnologias, incluindo a vídeo-vigilância e a georeferenciação; abrimos postos mistos com a Espanha; reforçámos o sistema de protecção civil”, enumerou. Em suma, “nós teremos, até ao fim da legislatura, um programa claro e coerente para dar mais segurança e melhor prevenir e combater a criminalidade”, garantiu o ministro.
Por fim o ministro da Administração Interna deixou uma palavra de confiança no futuro, “não tenho dúvidas que o caminho que estamos a percorrer é o mais adequado e, quando assim é, os resultados hão-de chegar. Estou certo que no futuro mais próximo e mais distante, os resultados acabarão por ser o prémio e nós venceremos”, concluiu.
J. Brito Apolónia
”A segurança é um direito de todos e uma prestação primordial do Estado”, afirma o ministro da Administração Interna
Em “Diálogo Aberto” com os seus militantes, o Partido Socialista realizou um Encontro/Debate sobre o tema "Mais Segurança", no dia 26 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal da Moita. O orador convidado foi o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
Na abertura da sessão, o presidente da Comissão Concelhia da Moita do PS, Victor Cabral, agradeceu ao ministro o apoio que deu à construção do novo quartel dos Bombeiros da Moita e à aquisição do antigo quartel dos Bombeiros para servir de quartel à GNR. “Vemos com satisfação que esta medida anunciada está a ser concretizada, por a considerarmos muito importante para o nosso concelho”, sublinhou.
A dirigir os trabalhos, Vítor Ramalho, presidente da Federação Distrital, salientou esta primeira iniciativa da Comissão Concelhia da Moita, recentemente eleita, e considerou necessária e muito importante esta relação que o partido do governo quer manter com os cidadãos.
O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, iniciou a sua intervenção formulando as seguintes cinco perguntas:
1. A segurança é um tema de direita?
2. O Partido Socialista tem uma política de segurança?
3. Portugal é um país seguro?
4. Qual é a obra do Governo em matéria de segurança?
5. Quais são as nossas perspectivas em relação à política de segurança?
A segurança é um tema de direita?
Respondendo à primeira pergunta, Rui Pereira disse que, tradicionalmente, a segurança é considerada um tema de direita, normalmente, entendia-se que eram os partidos mais à direita que se preocupavam com os problemas de segurança e que os partidos de esquerda se desinteressavam por esses temas, procurando explicar no plano sociológico a insegurança que se vivia.
Segundo o ministro, esta visão simplista está hoje ultrapassada, a segurança é um tema que diz respeito a todos os cidadãos e é um direito associado à liberdade e consagrado constitucionalmente. Portanto,”a segurança é um direito de todos e uma prestação primordial do Estado”, acentuou.
O PS tem uma política de segurança?
À segunda questão o ministro respondeu que há cerca de 20 anos que está envolvido em questões de segurança e que tem compreendido que o PS tem uma política de segurança contínua e coerente. E exemplificou:
Nos meados da década de 90, o Partido Socialista defendia uma política de policiamento de proximidade, enquanto a oposição ao PS defendia a chamada política de superesquadras, mas o PS conseguiu fazer vingar o policiamento de proximidade e, hoje, aparentemente, todos concordam com este modelo.
O governo socialista desenvolveu a Escola Segura; o sistema dual das forças de segurança (PSP e GNR) que passaram a ser complementares, passando a GNR a desempenhar missões de paz de alto risco a nível europeu. Foi também o PS que pela primeira vez criou uma fiscalização externa das forças de segurança – a Inspecção Geral da Administração Interna. Em matéria de Informações foi o PS que criou uma cultura mais democrática, que pressupõe a audição prévia na Assembleia da República pelo principal responsável dos Serviços de Informações. “Esta é uma política contínua, coerente e correcta, até pelo reconhecimento que tem suscitado ao longo dos anos”, concluiu o ministro.
Portugal é um país seguro?
O ministro afirmou que é tradicional dizer-se que Portugal é um país de ‘brandos costumes’, relativamente seguro no tempo da ditadura e que, agora, não o é. Então, seria bom pensarmos no que mudou desde a década de 70. Nesta altura, Portugal ainda tinha um elevado grau de analfabetismo, havia cerca de 30 % de analfabetos. Havia níveis de consumo muito baixos, não havia classe média, não havia instituições democráticas, era um país em guerra e de emigrantes.
Segundo Rui Pereira, o país rural desenvolveu-se de forma acelerada, em 30 anos, quase tudo mudou. Criou-se uma classe média, absorveram-se cerca de 600 mil portugueses que vieram das ex-colónias, e elevaram-se muito os nossos níveis de consumo. Naquela altura tínhamos 500 mil automóveis e hoje temos 5 milhões; tínhamos 80 Km de auto-estradas e hoje são 3.090 Km. Hoje temos 5 % de população residente estrangeira, e muitos portugueses vieram do interior para as grandes cidades do litoral. As drogas tinham níveis muito baixos de consumo. Tudo isto teve consequências em termos de segurança e fez surgir a criminalidade de massas e a criminalidade organizada e violenta, aumentando consideravelmente o clima de insegurança.
Afinal, neste período, “Portugal acompanhou a evolução dos tempos e pagou o preço de um desenvolvimento económico e social acelerado. Esta é a situação que explica a relativa insegurança em que vivemos”, declarou o ministro.
Qual é a obra do Governo em matéria de segurança?
“Em matéria de protecção civil, o governo dotou o país de um sistema organizado para enfrentar os fogos florestais e as catástrofes naturais. Criou uma autoridade nacional de protecção civil, um comando único de socorro, comandos distritais que funcionam, e uma Secretaria de Estado da Protecção Civil que garante a coordenação política”, enunciou o ministro. No fundo, garantiu uma boa coordenação entre os agentes de protecção civil. “Esta é uma obra que ficará indelevelmente inscrita na acção deste governo”, fez notar.
Prosseguindo, Rui Pereira disse que este governo também conseguiu uma proeza notável em matéria de prevenção da sinistralidade rodoviária. Foi extinta a Direcção Geral de Viação e criada uma Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, cujas estruturas distritais estão a ser criadas ao nível dos Governos Civis. Em 2006, já se ficou abaixo dos 900 mortos nas estradas e em 2007 ficámos nos 856 mortos, quando tínhamos 2600 mortos em meados da década de 80. “Foi reduzido significativamente o número de mortos na estrada”, vincou.
Outro marco decisivo – apontou o ministro – é a lei de programação das forças de segurança que fez com que os meios e equipamentos deixassem de ser adquiridos casuisticamente, reconhecendo as virtudes da economia de escala, a programação prévia da aquisição de meios, e permitindo armar melhor as forças de segurança. “Em curso estão ainda a reforma da lei da segurança interna e a lei da organização da investigação criminal”, revelou.
“Esta obra do governo, é uma obra que dá resultados a curto prazo mas, sobretudo, a médio e longo prazo, e constitui um legado que fica para as gerações futuras”, garantiu Rui Pereira.
Quais são as nossas perspectivas em relação à política de segurança?
Em relação à última questão, o ministro da Administração Interna disse que, neste momento, está em aprovação o relatório de segurança interna. Este relatório faz uma análise actual da criminalidade e regista a tendência para a estabilização da criminalidade em geral e a descida da criminalidade grave. “A nossa atitude, sem esmorecer, é de prevenir e combater o crime”, declarou. Para isso, “tomamos medidas que, penso, respondem satisfatoriamente às necessidades de segurança e de prevenção da criminalidade. Fizemos a admissão de polícias e guardas, com mil efectivos para cada uma das forças de segurança; reforçámos a formação e treino das forças de segurança; acompanhamos a delinquência juvenil através de um observatório; temos uma melhor articulação com as autarquias; aproveitamos as novas tecnologias, incluindo a vídeo-vigilância e a georeferenciação; abrimos postos mistos com a Espanha; reforçámos o sistema de protecção civil”, enumerou. Em suma, “nós teremos, até ao fim da legislatura, um programa claro e coerente para dar mais segurança e melhor prevenir e combater a criminalidade”, garantiu o ministro.
Por fim o ministro da Administração Interna deixou uma palavra de confiança no futuro, “não tenho dúvidas que o caminho que estamos a percorrer é o mais adequado e, quando assim é, os resultados hão-de chegar. Estou certo que no futuro mais próximo e mais distante, os resultados acabarão por ser o prémio e nós venceremos”, concluiu.
J. Brito Apolónia
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